Mostrando postagens com marcador John Malkovich. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador John Malkovich. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cinema com pedigree


De repente, uma música bacana. E vem da telinha, de um comercial superproduzido e transado, um roteiro fechadinho. Praticamente um videoclipe, daqueles premiados. Foi assim que nos chamou a atenção uma propaganda da cerveja Heineken. E tudo começou com uma música interessante, dançante, embalante.


Tempo vai. Alguns meses e flagramos um filme "Mundo Cão" (2001). Meio assim e um pouco assados, eis que toca aquela música do comercial da cerveja. Coincidências pesam positivamente em determinadas situações. No elenco estão Thora Birch, Scarlett Johansson e Steve Buscemi. Acho um pouco difícil quem curte cinema razoavelmente não conhecer Scarlett. Thora e Buscemi, pode ser que você acha que não conhece, mas, quando ver a cara deles, vai se lembrar.



Essas menininhas sem graça...


Gostoso de assistir. Com muita sinceridade é contada a história de duas amigas que se encontram naquela fase ou entrefase: nem jovem, nem adulto. No limbo, mesmo. Em plena crise, que quase nos abate, nessa complicada passagem da vida de todos nós. O que querem, o que desejam e o que pensam que querem e imaginam que desejam. "Eu quero dar para aquele ali", diz Rebbeca (Scarlett) para Enid várias vezes ao longo da trama. Enid é interpretada por Thora, jovem atriz que se projetou interpretando a filha do “casal problema”, em Beleza Americana.


transformaram-se nessas...

...atrizes talentosas 


Fotografia belíssima, trilha musical muito interessante e variada, elenco encaixadíssimo, roteiro inteligente... Ora, estamos diante de um filme que merece rasgação de seda. Tem um estilão alternativo e sua narrativa leva nuances do mundo das histórias em quadrinhos. A direção é de Terry Zwigoff, um multi artista que acumula experiências na música e nas artes plásticas, além da atuação destacada no audiovisual, onde, geralmente, nada de braçadas na linguagem dos quadrinhos. 




Terry Zwigoff é um cineasta raro. Tem poucos filmes, uma meia dúzia no máximo, mas a qualidade de seu trabalho é inquestionável. Foi sondado e convidado por Hollywood, mas recusou, por negar-se a aderir a pegada mercantilista da indústria cinematográfica. Reza em seu currículo que teria dispensado um cachê de dez mil dólares para participar de um spot publicitário. Coisa pra quem pode.


"Mundo Cão", Ghost World, originalmente, é baseado em gibi homônimo de Daniel Clowes. Não foi bem recebido pelo público e sua bilheteria inicial nos cinemas, sequer cobriu seus custos que não foram muitos. Mas a crítica aplaudiu o filme e ele recebeu vários prêmios e indicações, inclusive, disputou o Oscar de melhor roteiro adaptado. Diante disso, acabou tornando-se cult e sua procura pelas locadoras americanas nos anos seguintes virou uma febre.


Esses caras esquisitos não viraram nada...


John Malkovich é um dos cabeças desta produção estimada em sete milhões de dólares.  Incrível como Hollywood consegue realizar filmes que não chegam nem no chinelo deste, com orçamento onde os milhões chegam aos dois ou até três digitos. Mundo cão esse mundo do cinema, onde falta muito pedigree.


... pois nasceram pra ícones!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Eu queria ser...

E aí Madama? e aí Compridão? Que vai querer? Aproveita a promoção... as brunetes tão saindo pela metade. Claudia Cardinale?  Natalie Wood? Olha aí, pro senhor tem... que tal? Dr. House? Osvaldo Montenegro? Tem aquele poeta, cumé mesmo? Ferreira Gullar. Pera aí... olha só que achei... é coisa rara, doutor... Max Von Sydow! é pegar ou largar?

É, morenas não chamam tanto a atenção. Será? Anjelica Huston? Melhor ... a idade, né?...  melhor não arriscar.  Ah! me dá logo as três... é isso mesmo três carteiras de identidade.

Identidade falsa é golpe antigo. Agora, usar na identidade foto de um ator, indicado a 12 Oscars, só pode ser coisa de brasileiro! O autor da façanha foi Ricardo Sérgio Freire de Barros, que tinha 7 (número de mentiroso) identidades, mas dançou quando tentou abrir uma conta bancária com a identidade com a foto de nada mais nada menos que o poderoso Jack Nicholson. Caiu na imprensa internacional. E ele teve seus 15 minutos de fama, só que curtindo em “cana”. Trocar de identidade é um fetiche. Um sonho que habita os quereres de muita gente. Dá pra abrir um próspero mercado e ganhar uma grana. E parar no xilindró. “Quero ser John Malkovich”. Um filme, ou um antigo desejo? Os dois... John Malkovich, John Malkovich, Malkovich, Malkovich, Malkovich.



O incrível filme, dirigido por Spike Jonze, é de 1999. Uma história muito doida que mostra Malkovich interpretando ele mesmo, às voltas com um monte de gente que gostaria de ser o ator e tem essa chance durante 15 minutos. E Malkovich, alguns anos depois, acabou participando de um outro filme, sobre apropriação de identidade, desta feita, baseado num fato real. O ator protagonizou Alan Conway, um sujeito que se passava por Stanley Kubrick, em “Colour me Kubrick” (direção de Brian Cook). A históia verdadeira aconteceu durante as filmagens de “De olhos bem fechados”, último filme de Kubrick.



O cantor e compositor libanês Mika, radicado em Londres desde um ano de idade, ficou nas paradas com seu hit Grace Kelly. A letra do sucesso diz: “eu tentei ser como Grace Kelly, mas todos seus visuais eram muito tristes, então eu experimentei ser Freddie, e tive uma crise de identidade”. Sua voz até parece a do vocalista do Queen.  Apropriar-se da identidade alheia pode trazer também problemas psicológicos. Cássia Eller, com aquela voz inconfundível, não teve crise de identidade. Foi logo tratando de compor “Eu Queria Ser Cássia Eller”.




Voltando ao “caso” brasileiro... Até que o malaco lembra o Jack Nicholson. Parece-me que ele é nordestino... A madama do diretor Marcos Paulo entrou numas com o crítico de cinema Paulo Villaça ano passado, e disse querendo ofendê-lo, que ele tinha cara de cearense. Acompanhamos o caso e ficamos sabendo de um blog chamado Cearenses Internacionais (http://cearensesinternacionais.wordpress.com), onde pode-se postar fotos de artistas e celebridades que tem um quêzinho lá das bandas do Ceará. Fazem parte deste rol de famosos: Betti Davis, Antonio Gramsci, Napoleão Bonaparte, Stefanie Maria Graf, Norman Mailer, Jack Black, Nicolas Cage...



Sugerimos após esse inédito episódio a inclusão do coringão Jack Nicholson nesta seleta galeria de famosos que poderiam facilmente se passar por nossos compatriotas nordestinos, apaixonados pela rapadura com farinha. Por falar em rapadura... chega isso é assunto de amanhã.

Os inconfudíveis olhos de Miss Davis

O incrível visual de Bjork, nórdica e rendeira

Poderia se chamar Edith Patativa

Cabra da peste este Norman Mailer