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domingo, 18 de setembro de 2011

Maravilhoso Pantanal


Companheiros de viagem, rumo ao Pantanal
Primeira parada, envocando a proteção...

de N. Sra. do Livramento





Bem vindos à pink city
Demais de seco
Capivara observa a graça da garça

Cuide bem do seu amor


 
Vaca atolada aqui é outro papo...
  
Congestionamento no Pantanal
Rainha do pastel!
Moda no Pantanal: cabelo repartido no meio
Madame e Sr. Butterfly


Tarde

+ tarde
  
Nunca é tarde para namorar!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dordóio

“Esse minino tá co dordóio. Lá em casa tem um colírio bão... lavoio”. Agora, remédio bom pra vista, é vista bonita. Um pulo lá pelas bandas do pantanal é coisa tão bela, que o olho da gente chega até a marejar, que nem o olho do tamanduá mirim. Tem mosquito, tem calor, poeira e estrada ruim com solavanco aúfa. Mas é bonito de lascar.

Às vezes dá uma preguiça de encarar essa jornada bucólica. Aí a gente vai mesmo assim. Aqui neste lar de tiranídeos nunca foi registrado um arrependimento após uma volta pelo pantanal. Voltamos sempre renovados e cheios de assuntos que as aves, a passarinhada, os bichos e aqueles répteis gigantes nos contam; tendo como testemunha uma flora peculiar que, nesta época do ano, explode em cores.






Um de nós passou o dia correndo trecho pela imensa planície inundável. Voltou baqueada, de tanto “chacoalhar” na estrada (assim de costela de vaca) e da poeira sem fim. Trouxe estas fotos que compartilhamos com nossos visitantes. Eu, que gosto das letras, e de combiná-las com as emoções mais cotidianas, coitado de mim. Dizem que a inveja é falta de competência. Não sei se ainda vou crescer, mas se isso acontecer, quando estiver mais crescido, queria ser que nem Manoel de Barros. Porque aí minhas palavras estariam mais apropriadas para definir o que significa o pantanal.

  

Estamos na melhor época do ano para a visualização da fauna e conhecer um pouco mais sobre seus hábitos. Os jacarés que se amontoam numa languidez explícita. Os cervos assustados e esbanjando ligeirezas. Os animais dóceis como o quati e a capivara nem se avexam com os olhares humanos.





As poses semióticas do tuiuiú altaneiro em seu ninho com a cria. O pequeno martim-pescador de beira na fiação, entre um mergulho e outro. O mundaréu de aguapés nos rios e corixos e a floração generosa. Essa plástica do visual pantaneiro parece coisa de outro mundo. Quanta lindeza e perfeição é este show de imagens.




E quando você já se achegou nesse ambiente sublime, quando já está embevecido pela riqueza à qual suas retinas foram expostas e parece que já experimentou a plenitude mágica do lugar... é porque só estava faltando um dedo de prosa, uma conversinha simples com quem conhece e vive no e do lugar, num exercício raro de harmonia e de respeito com as coisas deste mundo.      
Gláucia Seixas, D. Zelia (pantaneira) e Gabriela Priante


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Izan Petterle

 

Labuta pantaneira

Sujeito doido esse Izan. Lá pelos anos 70, passou no vestibular e como prêmio lhe ofereceram um fusca, maneiro. E ele optou por uma câmera fotográfica bacana, em vez do automóvel. Sujeito doido mesmo esse cara. Louquinho da Silva, por fotografia. Se tivesse ficado com o fusquinha, não sei o que teria dado, mas sua opção desvelou esse tremendo talento. Só sei que como fotógrafo vem nos apresentando muitos mundos, coisas bonitas, diferentes. Tanto faz o que fotografe, seja em cores, seja em preto e branco, o resultado traz sempre aquele algo mais que a gente vive procurando nas fotografias.

Ele fotografa desde 1975 e é um dos mais regulares colaboradores da National Geographic Brasil. Nasceu gaucho, se não me falha a informação, mas vive por aí. Tem um pé em São Paulo e outro em Chapada dos Guimarães.

Seu blog linkado à National Geographic apresenta uma recente aventura fotográfica em uma fazenda em Poconé, município pantaneiro, acompanhando a vacinação de duas mil cabeças de gado. Um primoroso trabalho em preto e branco que me levaram a recordar os requintes com os quais Caravaggio trabalhava o contraste claro-escuro em sua arte na passagem do Século XVI para o XVII.

 


A vocação de São Mateus (Caravaggio)

A vocação do pantaneiro (Izan)

Observar, viajar pelas lentes de Izan, aliás, puxa a memória nossa de cada dia para o terreno das artes plásticas. O gado que ele fotografa parece ser meio emparentado com os bois que Humberto Espíndola concebe.

 

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Boi, esse ser secular do Pantanal que inspira a arte, a religião e mais um montão de coisarada antropomórfica. Olha, viajar nas imagens é comigo mesmo. Ainda bem que existem as palavras para eu me expressar além do olho, na perseguição de um ponto de vista original. Quando a imagem tem seus significados e resignificados, ela nos surpreende. Dá uma pista e parece também querer dialogar conosco. Aí, né...

“Existem muitos universos paralelos a serem descobertos, e a fotografia pode ser um instrumento dessa jornada”, assim diz Izan Petterle.

Veja mais:

http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/novo-olhar-pantanal-274807_comentarios.shtml?8166701#comente