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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bloco do Tyrannus

Comessão de frente:arroz com pequi, costelinha e almeirão

O carnaval do Rio de Janeiro é a maior ópera do mundo! Mas, a Bundesliga... vai dar que falar! Não, não vem de bunda. E a transmissão do carnaval carioca neste ano não se mostra mais tão generosa em termos de abundância.  A transmissão ao vivo proporcionou altas gargalhadas. Uma aconteceu por causa daquelas entrevistas rápidas que rolam antes da escola sair. Uma pergunta para a biba, que cuida do visual dos destaques, ela começa a falar com empolgação peculiar, são seus segundos de glória global, só gesticulação! Putz, que falta de sorte, o equipamento de som falhou!

"O abre alas: o abre alas que eu quero passar"

A apresentadora do desfile, empolgada com a Imperatriz Leopoldinense, que homenageou Jorge Amado, refere-se à esposa do escritor e solta um Zélia Catai (seria Gattai). É carnaval, não tem tanta importância assim. Antes da Imperatriz a Portela também passeou pela Bahia com o seu enredo, com Paulinho da Viola e Marisa Monte no carro abre alas, com uma águia dourada. A Imperatriz veio com Daniela Mercuri e Vanessa da Mata e os moleques de Capitães de Areia (Jorge Amado) voam num chapéu mexicano na comissão de frente. Parece que o carnaval carioca nunca foi tão baiano.

Paradinha da bateria
E com a pegada menos ‘bundalelê’, o espetáculo da Sapucaí, assistido no mundo inteiro, recebe contornos mais culturais. Bacana. A escola que abriu o desfile, Renascer, explorou as cores de Romero Brito. E a Mocidade Independente de Padre Miguel, a última que conseguimos assistir (até certo ponto), antes de despencar no sono, foi de Cândido Portinari. A gente aproveitou a paradinha da bateria da Padre Miguel, migrou pro quarto e bodou geral. Mas vale recordar a história da  “paradinha”. Ela foi inventada ocasionalmente (nos anos 60) em 1958, quando Mestre André fincou e virou em plena avenida e a bateria, atônita, deu uma paradinha, para logo em seguida retomar o ritmo. A partir daí surgiu o mito da “bateria nota 10”. O acidente, o acaso, jamais pode ser abolido. É como um lance de dados.  


E vem chuva ...

 Um estrondo colossal caiu dos céus aqui pertinho de casa. Um raio, a sorte é que ele não cai duas vezes no mesmo lugar. É a iminência de mais uma chuva de verão. O raio veio avisar do breve temporal que São Pedro está prestes a desabar. É a segunda-feira de carnaval, essa entidade profana, que vai passando, passando, passando...  

Enredo: faltou samba no pé

Bundesliga de volta. O Bayern, tradicional time alemão, enfrenta o pequeno Freiburg na cidade do time menor. E a torcida apóia com gana o Freiburg, um dos últimos colocados no campeonato alemão, o Bundesliga. E que música a torcida faz ecoar pela arquibancada? Ari Barroso na cabeça: “Aquarela do Brasil”. Como é que pode... Lá no Velho Mundo, numa cidadezinha germana rufando na voz de milhares de pessoas. Em Armsterdã, na quinta-feira, deu Michel Teló:  “Ah, se eu te pego”. A música tocada no estádio com algumas dezenas de milhares de pessoas, a maioria holandeses, que assistiam Ajax e Manchester United. Se eu tivesse lá, teria complementado no “Ah, se eu te pego”... EU TE ESGANO, Michel Teló!!!!

Michel semdó

Ô Michel, tem dó (Ari Barroso) 
Assistir o desfile das escolas do Rio pela TV é tradição pra equipe Tyrannus. Mas é duro ficar a mercê da emissora que transmite. Na segundona, por exemplo, quando mais seis escolas vão desfilar, a sagrada novela e o BBB não saíram da grade de programação da emissora e por conta desse monopólio a gente perdeu o desfile da São Clemente, logo ela que homenageou os grandes musicais no enredo! Assim não dá: já perdemos quatro escolas e um pouco da paciência.

Mestre André, Nota 10

A União da Ilha está entrando na Sapucaí. Vai trazer Londres pra avenida. Cadê minha cerveja...? Hora de largar e ver como a Ilha vai mandar essa história. Mais tarde, tem Estação Primeira. Conforme a animação, a gente vai ver a Mangueira entrar.

Canhain, canhain...