
Paris está chegando e aproveito o tempo dentro do ônibus para colocar o assunto em dia. A viagem de Londres a Paris é de ônibus, com saída antes das oito da madrugada e chegada lá pelas cinco da tarde. Espero me livrar dos problemas com a internet que tive em Londres. Mas, apesar disso, saí com uma impressão maravilhosa de Londres.
A cidade foi fundada no ano 43 d.C. pelos romanos e tem cerca de 12 milhões de habitantes, dos quais, me disseram que dois milhões estão ilegais. Conversando com a Fátima sobre a cidade, tentamos imaginar o número de dias ideal para conhecê-la bem. “É uma cidade para se viver uma vida inteira”, concluímos.
Muita coisa pra se fazer e se ver e habitada por um povo educado. Educadíssimo. Lógico que tudo que aqui registramos também é uma questão de opinião. Mas percebemos uma cidade limpa com gente de todas as partes do mundo, que zela por ela. Eu, como fumante, por exemplo, não tinha a coragem de jogar uma bituca de cigarro no chão, coisa que procuro não fazer em Cuiabá e nem em lugar nenhum.
Não é fácil de se locomover em Londres, mas o metrô, conhecido como ‘underground’ por lá, vai prá todos os lados. São quase trezentas estações e é o mais antigo do mundo. Surgiu em 1857. E têm ainda os ônibus vermelhos de dois andares, que estão por toda a parte.
São três mil jardins e parques e 150 museus, sendo o Museu de Cera, o tal da Madame Tussout, o mais caro do mundo. Não fomos nele, porque nos pareceu uma opção muito mais saudável, para nosso gosto, a Tate Modern, galeria de arte que arrasou com nossos corações e mentes.
E mais logo posto outros textos ainda sobre Londres. Londres com sua população cosmopolita de altíssimo nível (confira a foto). Uma gente que parece orgulhosa, no bom sentido, de morar nessa cidade que tem o céu cor cinza e a arquitetura antiga contracena harmonicamente com a arquitetura moderna. Uma beleza. Falei do orgulho dos londrinos, gente de todas as partes do mundo, gente que está cheia de méritos por conseguir morar num lugar como este...