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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Leonardo Yule


 
Atire a primeira pedra aquele que nunca foi a um teatrinho de escola? Numa apresentação de balé de menininhas, de tutu rosa, dançando o inexorável Danúbio Azul? Ou em festinhas juninas, da primavera e de final de ano, a convite de uma criança? Claro que os pais vão, mas não escapam os que não têm filhos porque existem sobrinhos, primos, filhos de amigos, filhos de namorada(o)s etc. É difícil não se apegar a uma criança, pelo menos quando ela está naquela idade da inocência e a vida ainda não a endureceu.

Só de pensar que há uma criança no palco, te procurando com aqueles olhinhos desesperados, pra mostrar seu trabalho... Coisa de  derreter o gelo de qualquer coração. E quando os olhos se encontram, vem um sorrisinho sem graça, um tchauzinho disfarçado, um cochicho com o coleguinha do lado para te mostrar. São momentos importantes na vida de ambos.
Além de nossos filhos, acompanhamos o nascimento e crescimento de filhos de nossos amigos e parentes. O mais bacana é ver que todos, sem exceção, estão se tornando pessoas especiais. Vimos crianças levadas, choronas e birrentas tornarem-se homens e mulheres éticos, responsáveis. Gente cuidadosa no trato com as pessoas e com o ambiente em que vivem.
É bom ver os amigos felizes, principalmente quando a felicidade vem de seus filhos. Essa é uma sensação recorrente quando a gente vai conferir os concertos que o Léo protagoniza. Afinal, Leonardo Boabaid Yule é filho de Louriza e Juliano, amigos de longa data, lá se vão mais de trinta anos.
Então, ele subiu lá no palco do Sesc Arsenal e mandou ver com seu violão acompanhado por seu pai, Juliano Yule, Sandrão, Daniel Bayer e Fidel Fiori. O Léo desenvolve um projeto que tem como objetivo formar novos concertistas. Pela segunda vez ele e seus pupilos se apresentam no palco do Sesc: André Hirooka, veterano, pois se apresentou com ele no ano anterior, e os irmãos Gabriela e João Carlos do Vale, estreando este ano. Não precisa nem dizer da emoção dos pais, né?





Passearam pelo concerto violões, xilofone, viola de cocho, baixo e percussões. E músicas de Manuel de Falla, Tom Jobim, Roberto Victório, Garoto e Abel Carlevaro, entre outros. Não acho que vá caber aqui elogios ou mesmo comentários mais ao estilo de resenhas. E nem prolongar muito a conversa.

Lembramos que o Léo é o primeiro dos muitos filhos de nossos amigos. O primeiro bebê que o Lorenzo pegou no colo e que lhe deu uma mijada. Só pra avisar, tem muito pra vir ainda, gente boa e competente. Cada qual com seu estilo, fazendo acontecer.




sábado, 18 de junho de 2011



Foi diferente, ao invés das noites encaloradas, regadas a cerveja, drinks e tira-gostos, muito burburinho, da música esquecida num canto, a manhã de sábado tava com uma luz linda... ensolarada. No cardápio bolos de arroz e queijo, quiche, pastinhas, sucos, chás e outros acepipes  de fino trato. Música de altíssima qualidade ocupando um lugar de destaque.


Não basta só apoiar, tem que participar!!!!

Gente de todas as idades circulou pela aconchegante Casa Ferraz e um catatau de livros com desconto. A produção da Editora Carlini & Caniato chama a atenção pela diversidade dos títulos e pelo esmero das edições. Quatro livros novos e póstumos do gigante Ricardo Dicke, um de Romulo Nétto, escritor super produtivo, e outro de Laércio Miranda, fotógrafo de primeira que registrou pessoas e regiões diferentes deste Mato Grosso. Ou seja: seis livros lançados de uma tacada só. Muitos autógrafos.


Lambendo a cria


Capturamos o Laércio! 



Um Festival de Livros também é sempre oportunidade para rever amigos. Muitos abraços, beijos e a conversa é colocada em dia. Não tem coisa melhor. Astral nas alturas.


A data do lançamento dos novos títulos da Carlini & Caniato coincidiu com o aniversário da Adélia Dicke, viúva do escritor. Um bolo de aniversário deu direito a um “parabéns pra você”, cantado pelos presentes. Os familiares do escritor apareceram em peso. Percebo que eles se sentem felizes pelo tratamento respeitoso e honroso que lhe é dado, com todos os méritos. Dicke se foi vai fazer dois anos, mas sua obra tá longe de esgotar e nos deixar. Ainda há textos inéditos que virão por aí, tenho certeza, pois vejo aumentar o interesse editorial pelo seu trabalho, de estudiosos, de leitores e admiradores.

Velhos amigos 


As crianças tiveram tempo de se conhecer e se relacionar, depois disso não deram mais sossego. É bacana ver o despertar pela arte da escrita. Letramento num ambiente descontraído.

Novos amigos

 A música ficou por conta de Leonardo Yule e Fidel Fiori que mandaram ver com baixo acústico, viola de cocho e violão. Repertório beleza. De repente, o Guapo irrompe o recinto com seu chapéu de aba e camisa chamativa, figurão. Pegou o violão que tava encostado e lascou uma empolgada “Mercedita”. Bravo! Porque a literatura, arte mãe, combina e precisa da música e merece ser celebrada. Não faltou nada. Uma e meia da tarde saímos de lá felizes da vida. Alma lavada.  


Turma que tocou


Turma que tocou II


Turma que ralou 


As fotos são do Tyrannus e de Thaís Lacerda Lima.