sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Encantandora Veneza

Gôndolas:navegar é preciso
No quarto de hotel em Roma, na luta feroz europeia para acessar a internet, a gente prossegue o relato da viagem. Retornamos com Veneza, que não é uma cidade: é um sonho.

Como diz a Fátima, nessa cidade que caminha para a submersão, nem é preciso saber fotografar. É só apontar a câmera para qualquer lado e disparar. Que lugar maravilhoso. Colírio divino. Achei a cidade um pouquinho depressiva, talvez pela exuberante plasticidade.
Chegamos na Veneza continental de noite e ficamos num hotel na zona portuária. Tudo escuro e meio estranho. Zonas portuárias costumam ser mesmo meio decadentes. Em frente ao hotel comemos a primeira pizza em terras italianas. Uma pizzaria fast food ao lado de uma kebaberia (aqui na Europa as kebaberias sempre surgem). UM delicioso pedaço de pizza e rápida conversação com o proprietário do local, um ‘brimo’ Ahamad e seu competente funcionário, o pizzaiollo Mauro. Vibraram quando nos dissemos brasileiros e os convidamos para as fotos.
No dia seguinte, acordamos cedinho e partimos numa pequena embarcação para a Veneza marítima, onde ficam as beldades arquitetônicas. Brrrr... que frio. Eu gripado e com o filme Morte em Veneza na cabeça, enquanto aquele vento tradicional da terra, o Siroco, batia duro.

Arquitetura, mar: beleza
A catedral de São Marcos, um monumento arquitetônico que estarrece qualquer um, mas os detalhes da cidade com a maré alta, galochas e pisantes plastificados de improviso chamam a atenção. Uma rápida city tour (estou pegando ódio dessas coisas, mas faz parte) e depois partimos para algo especial: passeio de gôndola com direito a champagne (bebida nobre, mesmo em copos de plásticos) e música italiana... parole, parole, parole... Não tem como deixar a emoção estanque.

Beco sem saida

Céu de Veneza
Na hora do almoço, a primeira decepção com os italianos. Um garçom mostrou seu potencial à grosseria, afirmando que não poderíamos pedir um só prato e uma salada. Acho que ele queria meter a mão em nosso bolso. Saiu resmungando e deixou eu e Fátima atônitos. Quando já achávamos que não seríamos atendidos, eis que ele volta com uma cestinha de pão e nos atende. Ao final, na hora de pagar a conta, apesar de na porta do restaurante terem nos informado que cartões de créditos eram aceitos no local, outro problema: a despesa tinha que ser superior a 40 euros. Os italianos, cheguei à conclusão, nos forçam a ter uma relação de amor e ódio com eles. Mas isso é outra história que pode caber num outro texto.
Na hora de voltar para a Veneza Continental, nosso grupo todo, umas 50 pessoas, entrou num barco e se acomodou. Já sentados, fomos convidados a nos retirar e entrar em outra embarcação ao lado. “Assim é este país... Vá entender”, desabafou nosso guia, Henrique.
Esses pequenos problemas, entretanto, estão muito longe de dispensar Veneza. Acho que minha vida nunca mais será a mesma depois de conhecer esta cidade encantadora...

Aos amigos rechonchudos

Gondoleiro

Cristal de Murano


Ahamad

Mauro
Morte em Veneza... tentando

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Verona

É nesta cidade que se passa talvez a mais famosa obra de Shakespeare, aquele que é apontado pelos cânones ocidentais como o maior dramaturgo da história da literatura aqui desta banda do planeta. Nossa parada em Verona não inteirou nem três horas, acho. 

Julieta
O famoso balcão de Romeu e Julienta



Nos corredores ...

Não deu nem para conhecer direito o povo italiano e especular em torno da melhor forma de me comunicar com eles. Prédios velhos, históricos e vielas, com um trânsito louco, me aparecem como características. E um povo que fala mais alto.
Com pouco tempo pra curtir, corremos para a casa onde se passa a história de Romeu e Julieta e paramos para tomar um capelletto... ops, capuccino. Uma garçonete paranaense nos atendeu. Como se vê, os paranaenses, depois de invadir Mato Grosso, agora estão chegando à Itália.
Na volta para o ônibus uma chuva inesperada só pra "estrovar' minha gripe. De Verona nosso destino e o motorista do nosso ônibus, o português Mário, nos leva para Veneza. Agora, quando escrevo estas linhas, já estou em Roma. Mas antes passei por Veneza e Florença...

Innsbruck


A cidade, as montanhas e a neve eterna

Innsbruck é a capital do Tirol, um dos oito ou dez estados que a pequenita Áustria tem. Uma cidade entranhada em vales alpinos, onde os caras, principalmente aqueles que vivem na região rural, usam aquelas bermudas (ou calções mesmos, sei lá), com suspensórios e chapéus diferentes. Estava em nosso roteiro. Dormimos num hotel bacana com internet boa e gratuita. Pode crer. E isto é incrível em se tratando da Europa.

De noite, na porta do hotel, fui dar umas baforadas num cigarro gauloises.  O vento uivava e fazia até um rodamoinho levantando folhas secas num espiral. Pela manhã, bem cedinho (nunca acordei tão cedo durante minhas férias, é todo dia entre seis e sete horas da madrugada), partimos para a famosa city tour. Coisa bem básica, que já vem no pacote e você não paga nada extra. O que recomendo é que não se pesquise o preço dessa city tour, para fazê-la por conta própria, porque vai pintar aquela sensação de estar sendo passado pra traz.
 
Assim como é bom, na hora de pagar as contas, não procurar converter de euro pra real, porque senão neguinho pode ter um infarto. “Quem converte não se diverte”, ensinou-me minha filha que viveu quatro meses nos Estados Unidos.
Então, NE, saímos bem cedinho e subimos pelas encostas dos Alpes em Innsbruck, conhecendo bairros e paisagens dessas montanhas. Também visitamos um trampolim de salto de esqui, já que a cidade costuma sediar várias competições de esportes de inverno. Não levei meu par de esquis, porque não os tenho, para o bem de todos e felicidade geral desta nação Tyrannus Melancholicus. E também não precisei do famoso cataflan ou qualquer outro tipo de analgésico.
Gostei de Innsbruck, Gostei mesmo. Povo simples e educadíssimo. Uma igreja belíssima que balançou minha emoção. Num hotel chique da cidade foram rodadas várias cenas de Sissi a Imperatriz, filme das antigas com a exuberante Rommy Schneider.
Disse que adorei Innsbruck, mas gostei mais ainda depois que saí da cidade. De lá partimos para a Itália, tendo como primeira cidade, Verona. Mina... Mano... o visual dessa rodovia é de chapar qualquer um. Vejam as fotos... 
Bairro incrustado na montanha

Trampolim olímpico

Lorenzo, a cidade e as montanhas


Muito frio


Muuuuuuu

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

+ Munique

+ imagens da aventura germanica.

Definitivamente

Descendo a ladeira sem BMW


Brincando de foto na parede espelhada

Sem legenda

Cilindros poderosos

Linda Munique

Ficamos meio ressabiados com uns passeios em Munique, oferecido fora do roteiro, ou seja: uma despesa a mais. E a cidade fica no caminho entre Heidelberg e Innsbruck, na Áustria, lugar onde acabamos de chegar no tempo real. Graças aos deuses, talvez os que estavam em forma de estátuas e esculturas no Louvre, encaramos o passeio. Munique, com seus alguns milhões de habitantes é um lugar maravilhoso. E chegamos no último dia da Oktoberfest dos caras. “Vamos ver muitos alemães borrachos pelas ruas”, sugeri ao nosso guia, Henrique, e ele contra atacou: borrachos, não... muito contentes é melhor”.

Palacio das Ninfas, prédio histórico
O Palácio das Ninfas e vários outros prédios históricos me emocionaram. Mas nem só de passado vive Munique. Conhecemos a BMW, um prédio e adereços com arquitetura estilosa, daqueles que deixa a gente babando. Pensei até em reservar uma BMW, mas, deixa pra lá... 


Arquitetura porreta da GMW 
 
"Sem destino"

... preferi encarar mais um prato típico alemão e dá-lhe batatas, repolho e linguiçaiada e embutidos. Tudo muito bom. Como não estou bebendo (só finjo), fiquei secando à distância o copo gigantesco da Fátima.E assim vai rolando a nossa viagem. Boa, demais da conta. Estamos rodopiando pela Europa de ônibus e eu vou me tornando um sujeito dobradiço. Resignado dentro do ônibus, quando chego aos locais, me desdobro pra ser feliz. O que não está nem um pouco difícil.



"Quem desdenha quer comprar"
 
"Muita água que passarinho não bebe"

Chucrute em Heidekberg


A chegada na Alemanha estimulou o apetite. Rumo a Heidelberg, a primeira cidade germânica do roteiro, paramos pra bater um rango logo após a fronteira deixando a França pra trás. Os olhos passeiam pelo cardápio e cravo-os: chucrute. Repartimos a mesa com um francês e ele nos corrigiu. O chucrute foi inventado na França, em Strazburgo, que fica na divisa entre os dois países. Os franceses inventaram, mas os alemães adoram. E eu também. Batatas, repolho meio avinagrado, lingüiças e outros embutidos e bacon... nham... nham... nham...

Enfim o sonhado encontro: chucrute
E aí chega Heidelberg. Uma pérola alemã, situada entre um belo rio e uma montanha. Cidade histórica com arquitetura de época e multidões andando pela sua rua principal. Fátima foi à loucura com tanta coisa pra se ver e comprar. Mais ver do que comprar, lógico, porque ainda temos chão pela frente e haja din din.
O formigueiro de turistas
O hotel de Heidelberg bateu recorde de preço de internet. Cinco euros por 15 minutos e a vontade de mandar os caras plantar batatas, comida que eles apreciam bastante. Fora isso, proporcionalmente, achei o lugar mais lindo da viagem. Parece uma cidadela de brinquedo, tudo no seu lugar, certinho e o povaréu curtindo na rua. Tá aqui a Fátima que não me deixa mentir. – É mesmo, né Loro.


Dedicada aos amigos que brigam com a balança

De bobeira num jardim da cidade

Ponte sobre o rio Neckar

 



domingo, 3 de outubro de 2010

Do not touch

"Do not touch”, essa expressão me causa calafrios. Quando viajamos é aquela paranóia, milhões de recomendações para não tocar nas pessoas... não tocar  em nada  nas lojas e, museus... é um tal de sorry pra cá, sorry pra lá... Eu particularmente tenho uma vontade louca em tocar, sentir a textura , temperatura,  meu  nome é curiosidade.  Por cumprir a risca com esse regulamento não toquei na estátua na pose para uma foto. Depois da foto, ao sair não é que levei um cascudo de “Zeus”!!!!!!!


"Oh Céus, por Jupter levei um cascudo de Zeus"
Um cartaz me chamou atenção: “Louvre um museu acessível a todos”. “Pensei logo na oferta de um serviço especial para pessoas especiais. Achei bacana a democratização. Andando não, correndo pelas inúmeras salas observei a interatividade entre o visitante  e as obras expostas, claro que com algumas exceções. Além da proximidade não há nenhum problema em fotografar, desde que seja sem flash,  e também não vi nenhuma manifestação  ostensiva dos funcionários do Louvre, quando um  visitante  tocava especialmente as esculturas. Vontade essa impossível de não sentir.  Ostensivo, sim,  o policiamento por conta de uma possível “ameaça de atentado” provocada pelas ultimas ações do Sacorzy, pero no creo.




Modi é coisa pra segurar a cabeça da gente...

Só Lorenzo, Em Paris...

Só Lorenzo, Em Paris...

Observando embasbacado Venus de Milo, vedete do Louvre


Assim meio pirado com a piramide do Louvre

Cuidado com a cagada

Eis que rolam as cabeças

"Estauta!"


Turista que é turista nao tem medo de ser mané!!!!!


Vai um chapeuzinho ai, mané...

Puxando a orelha de Van Gogh

sábado, 2 de outubro de 2010

Demais de informação...




Não é que estava com raiva de Homero, apenas inveja

E Paris já ficou pra trás em nosso tempo real. Chegamos neste sábado na Alemanha, numa pequena cidade de 140 mil habitantes, Heidelberg, coisa que será assunto mais pra frente. Falemos, por enquanto, de Paris.
Por causa de minha garganta que ‘fechou’ comigo precisei ficar um dia de molho sem sair. É que o frio aqui não está pra brincadeira. Putz, perder um dia inteiro quando se passa apenas três dias em Paris é prejuízo grande. Nesse dia entocado saí apenas de noite, para jantar com Vera Maquêa, amiga querida e professora universitária que faz pós doc. Seu marido Christian (Deus queira que tenha escrito o nome corretamente) preparou uma carne com tempero especial onde entra o bom vinho. O assunto ficou em dia e avançou. Christian é músico aposentado e tem belíssimas guitarras, uma delas parecida com aquela que o Chuckberry tocava. Me aplicou um tal de Django Reinhardt, que faz um jazz meio cigano, show de bola. A conversa rendeu.
No outro dia caimos na estrada: Notre Dame, Louvre, D’Orsay e Torre Eiffel (pardon se as grafias não estiverem perfeitas). Altas micagens no Louvre, que é um museu assim bem liberal. O visitante tem altas liberdades e pode interagir com as obras. No D’Orsay nos proibiram fotos, mas no problems. Cada museu deve ter lá suas regras.
O D’Orsay me provocou um dos momentos mais emocionantes de toda a viagem. Meus olhos umedeceram depois de ver várias obras de Van Gogh em carne e osso, uma na sequência da outra. Já tinhas visto duas na Galeria Nacional de Londres, mas não foi a mesma coisa.
Para se deslocar nos trajetos que levam a esses locais nos valemos do Bateau Mouche, uma pequena embarcação que sobe e desce rio o tempo inteiro. Soneira braba que me deu lá dentro. Na torre foi aquela coisa bem turista mesmo. E conhecemos uma goiana e um paraense que trabalham na torre.
No cair da tarde a chuva bateu com mais intensidade e o passeio ficou mais comovido. Sabe como é... Paris, a chuva e o Sena deixam a gente comovido que nem o conhaque e o luar, segundo Drumond.
Eu gostaria de escrever mais sobre Paris, mas nem sei se vai dar. A internet aqui na Alemanha é meio pão dura’... De qualquer maneira, postamos mais várias fotos aqui...
PS: Alô, Claudinho que pesquisamos na internet na página do Tate Modern e não conseguimos encontrar o autor do trabalho que você mencionou. Mas era uma sala com suas quatro paredes tendo uma obra daquele tipo em cada parede. Esse tipo de obra que o Artur, certamente, sabe criar.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Paris, cidade luz e dos subterrâneos

França... Paris, Paris... Não sei não, gostei mais de Londres. É mais bonita, mais limpa, me senti mais segura. Mas o charme de Paris é o tcham. Saca a Champs Elysees, linda iluminada. Lugar de turista, gente bonita, rica... e pobre também. Pela primeira vez vi o povo que vive nos subterrâneos de Paris, saindo da toca.

"E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade..." (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes)


Ou apenas tocar, como carinha meio black que sentou-se ao nosso lado na primeira viagem de metrô na Cidade Luz. Perguntei-lhe se ia tocar ali e ele foi logo mandando um reggae. Em seguida manbdou um Hendrix que finalizou com uma haste de metal do metrô. Recebeu aplausos. Descemos na estação seguinte e perdemos o resto do repertório. A vida não para. 


                                                     legenda dispensável I

                                                                 vitrine tres chic

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jovens ousados no metrô

guitarrista dá canja no metrô de Paris

 
Eterna


legenda dispensável II