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Gôndolas:navegar é preciso |
No quarto de hotel em Roma, na luta feroz europeia para acessar a internet, a gente prossegue o relato da viagem. Retornamos com Veneza, que não é uma cidade: é um sonho.
Como diz a Fátima, nessa cidade que caminha para a submersão, nem é preciso saber fotografar. É só apontar a câmera para qualquer lado e disparar. Que lugar maravilhoso. Colírio divino. Achei a cidade um pouquinho depressiva, talvez pela exuberante plasticidade.
Chegamos na Veneza continental de noite e ficamos num hotel na zona portuária. Tudo escuro e meio estranho. Zonas portuárias costumam ser mesmo meio decadentes. Em frente ao hotel comemos a primeira pizza em terras italianas. Uma pizzaria fast food ao lado de uma kebaberia (aqui na Europa as kebaberias sempre surgem). UM delicioso pedaço de pizza e rápida conversação com o proprietário do local, um ‘brimo’ Ahamad e seu competente funcionário, o pizzaiollo Mauro. Vibraram quando nos dissemos brasileiros e os convidamos para as fotos.
No dia seguinte, acordamos cedinho e partimos numa pequena embarcação para a Veneza marítima, onde ficam as beldades arquitetônicas. Brrrr... que frio. Eu gripado e com o filme Morte em Veneza na cabeça, enquanto aquele vento tradicional da terra, o Siroco, batia duro.
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Arquitetura, mar: beleza |
A catedral de São Marcos, um monumento arquitetônico que estarrece qualquer um, mas os detalhes da cidade com a maré alta, galochas e pisantes plastificados de improviso chamam a atenção. Uma rápida city tour (estou pegando ódio dessas coisas, mas faz parte) e depois partimos para algo especial: passeio de gôndola com direito a champagne (bebida nobre, mesmo em copos de plásticos) e música italiana... parole, parole, parole... Não tem como deixar a emoção estanque.
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Beco sem saida |
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Céu de Veneza |
Na hora do almoço, a primeira decepção com os italianos. Um garçom mostrou seu potencial à grosseria, afirmando que não poderíamos pedir um só prato e uma salada. Acho que ele queria meter a mão em nosso bolso. Saiu resmungando e deixou eu e Fátima atônitos. Quando já achávamos que não seríamos atendidos, eis que ele volta com uma cestinha de pão e nos atende. Ao final, na hora de pagar a conta, apesar de na porta do restaurante terem nos informado que cartões de créditos eram aceitos no local, outro problema: a despesa tinha que ser superior a 40 euros. Os italianos, cheguei à conclusão, nos forçam a ter uma relação de amor e ódio com eles. Mas isso é outra história que pode caber num outro texto.
Na hora de voltar para a Veneza Continental, nosso grupo todo, umas 50 pessoas, entrou num barco e se acomodou. Já sentados, fomos convidados a nos retirar e entrar em outra embarcação ao lado. “Assim é este país... Vá entender”, desabafou nosso guia, Henrique.
Esses pequenos problemas, entretanto, estão muito longe de dispensar Veneza. Acho que minha vida nunca mais será a mesma depois de conhecer esta cidade encantadora...
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Aos amigos rechonchudos |
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Gondoleiro |
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Cristal de Murano
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Ahamad |
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Mauro |
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Morte em Veneza... tentando |
No Rio chamam isso de 'enchente'.
ResponderExcluirE essa água verde de 'lingua negra'.
Só faltam os pivetes instituirem barquinhos com champanhe...