São
tendas e mais tendas, balcões, panos estendidos no gramado com artesanato e
produtos da sociobiodiversidade. Auditórios, mesas, palestrantes e ouvintes com
gente engajada e, para os que quiserem, discutir os mais variados temas
relacionados com a sustentabilidade.
Pignati e Gilney na tenda da agroecologia |
A Coopavan (Juruena-MT) e seus produtos da sociobiodiversidade |
Gringos,
indígenas, pessoas de diferentes regiões do mundo circulam livremente. Tranquilidade e descontração. Parece haver uma sintonia “do bem”. Aquela história
de um planeta melhor, de atuar contra os interesses nefastos que privilegiam
apenas o capital, e outros assuntos correlatos são um lugar comum. Pelas expressões
faciais, pelas roupas, pelas mensagens defendidas, pelos folders etc, percebe-se
que há muita paixão. Mas, não há comportamentos invasivos e prevalece o
respeito e a simpatia.
Festa estranha, com gente esquisita |
No
Aterro, o Museu de Arte Moderna (MAM) recebe a mostra “Brasil Cerrado”, do goiano Siron
Franco, celebridade da cultura brasileira com projeção internacional. Siron é
do cerrado, de onde também somos. Uma videoinstalação dedicada a Millôr
Fernandes, distribuída em quatro ou cinco salas grandes, fazem aflorar
sentidos como visão, audição e olfato, com elementos
da natureza do Cerrado.
Cachoeira virtual |
Na
entrada, um corredor com cachoeiras (cuidado com essa palavra) amplificadas dão a sensação de frescor. Na saída percorre-se outro corredor,
desta vez a queimada. A sensação é diferente e sente-se o cheiro de mato queimado.
Sim senhor... é uma videoinstalação sensorial. Em uma das salas a beleza de
cupinzeiros iluminados. É um passeio noturno. Noutro espaço a reprodução simultânea
de imagens gigantes de animais, plantas, paisagens, inscrições rupestres; com
direito a uma trilha sonorizada. Todos (adultos, jovens e crianças) preferem se
acomodar sentados, de cócoras... e se deliciar com o visual.
Para
os cariocas, ou gringos, que jamais conhecerão ao cerrado que, ao longo dos
anos, vem sucumbindo às monoculturas e dançando na sua biodiversidade, ali está
escancarado, com carinho e com arte, o Cerrado Brasil. Siron Franco fez sua
primeira exposição (desenhos) em Goiânia, no ano de 1967. Trabalhou muito, cresceu, vem se agigantando na sua criação e administrando seu talento.
Não
vamos dizer que Brasil Cerrado é a coisa mais espetacular do mundo, a mais
criativa das artes e nem a mais genial das invenções... Mas é uma experiência
incrível. Até pra nós, que estamos acostumados a ver as florações exuberantes, as
aves, os pássaros de todas as cores e a lindeza que é a onça pintada, visitar a
videoinstalação de Siron foi show. Somos, estamos e vivemos impregnados pelo
cerrado. Um pouquinho a mais dele em nossas retinas, a vasculhar nossas
cacholas, não faz mal. Não faz mesmo!!!
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